Associação Assuense de Taekwondo
27/02/2014

Taekwondo cresce mais de 200% em dois anos.

Taekwondo cresce mais de 200% em dois anos, com ranqueamento e apoio do Ministério na compra de equipamentos

Em dois anos, entre 2011 e 2013, o taekwondo brasileiro viu seu número de atletas competindo subir de 1.612 para 3.736, o que representa crescimento de 232%. Os números são da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), que agora também tem eventos homologados por todo o País – e não apenas nas regiões Sul/Sudeste – e equipamentos como coletes eletrônicos para os competidores, adquiridos por meio de convênio com o Ministério do Esporte.

 
O crescimento se deve principalmente à introdução de um ranking nacional – o Sistema Nacional de Ranqueamento ou SNR –, que possibilitou a atletas de todo o país sonhar com seleções brasileiras, segundo o coordenador técnico da CBTKD, Jadir Fialho Figueira.

“Foi fundamental”, afirma. “Modifiquei o que havia, que eram seleções fixas. Criamos um processo seletivo bem transparente, para formar as seleções pelo ranking nacional. E agora temos a categoria sub-21, que não existia. Antes, era muito difícil sair de juvenil para adulto. Hoje, esses juvenis com idade estourada têm mais oportunidades”, explicou.

A descentralização de competições pelo país também se possibilitou a participação de mais atletas. “E com chance de pontuar no ranking. Daí que conseguimos ter uma boa renovação”, diz Jadir, que ainda lembra de outro fator relevante: “Hoje, há sorteio de chaves com a presença de todos”, disse.

Ministério equipa Federações
“Quando chefiei a seleção brasileira no Holanda Open 2011, os coletes brasileiros já estavam ultrapassados. Para o crescimento do esporte foi muito importante conseguir os novos coletes, com o convênio do Ministério do Esporte. Era muito difícil para o atleta sem o colete eletrônico chegar a uma competição e fazer pontos. Equipamos 13 Federações em 2013 (Bahia, Sergipe, Pernambuco, Amazonas, Amapá, Roraima, Rio Grande do Norte, Acre, Pará, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso), que, assim, passaram a competir em condições de igualdade”, explica Jadir. “Os coletes eletrônicos mudaram a realidade do taekwondo brasileiro. Foi um grande diferencial – e importantíssimo.”

Também é de 2011 esse convênio de mais de R$ 3 milhões com o Ministério do Esporte, para compra de equipamentos e material para treinos e competições.


Tecnologia faz diferença
Com os coletes eletrônicos, o resultado das lutas fica mais objetivo – há menos chance de se vencer “no apito”, como lembra Guilherme Dias, o principal nome do taekwondo brasileiro na atualidade, sexto do mundo na categoria até 58 kg.

Cada Federação recebe 20 protetores de cabeça e 32 coletes eletrônicos (20 deles, em cinco tamanhos diferentes, para os competidores nas duas áreas, em lutas simultâneas; 12 ficam para luta em espera e substituição por danos. O conjunto tem ainda cinco pares de rádios, para comunicação. E 300 placas, divididas em três, para montagem das duas áreas de luta e mais uma de aquecimento são entregues a cada Federação.

Além disso, há dois conjuntos de transmissores (um para cada área), quatro lap tops (dois por área – um para o sistema de placar e um para o vídeo), quatro HDs (em cada área, um é usado para armazenamento de placar e outro para armazenamento de vídeo – para acervo e relatório técnico), duas telas de tevê LED com dois tripés, quatro tripés para filmadoras e duas licenças do programa DartFish.

Com o programa DartFish é possível tirar dúvidas durantes as lutas (o técnico pode recorrer) e também, em treinos, se usar para corrigir movimentos. “São usados também em campings promovidos pela Confederação”, diz o coordenador técnico.

Para 2016, são quatro vagas certas
O trabalho da CBTKD é aumentar o número de atletas com chance de chegar entre os seis do mundo nas respectivas categorias, para abrir mais vagas para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O país tem quatro vagas asseguradas, mas pode ter mais quatro por pontuação no ranking olímpico – o preenchimento dessas vagas não é necessariamente pelos atletas mais bem ranqueados, mas por critérios técnicos que incluem análise de adversários de cada categoria e mais possibilidades de medalhas.

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